Pandarecos

Pensamentos profundos tanto quanto uma colher de sopa.

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Se-bate na TV

Publicado por luizpintoferreira em Agosto 1, 2008

Hoje parece que teve debate de candidatos na TV. Nem cheguei perto.

A TV já tem anos que não é lá uma grandiosidade em competência na programação, mas convenhamos que debate entre candidatos está encabeçando a lista das chatices.

Bem que o formato poderia ser outro e quem sabe mais interessante, inovador.

Porque não um octagon daqueles de Vale-Tudo.

Mudaria também o nome de “debate”, pobre publicitariamente falando, para Ultimate Fighting Political.

Muito mais vendável.

Outra opção seria um desafio gastronômico.

Por exemplo, o candidato que comer o maior número de pasteis de feira.

Seguiriam a competição com caldo-de-mocotó e buchada de bode.

No caso de empate entraria o item garapa.

Tudo com transmissão ao vivo, sem cortes.

Inclusive o vencedor dessa etapa, se necessário fosse, faria um pronto-atendimento em uma unidade do SUS para prestigiar o tal sistema de saúde.

Continuando a gincana eleitoreira, os candidatos se enfrentariam num embate derradeiro e emocionante:

Beijar o maior número de criancinhas possível numa distância de 100m.

Outras inúmeras possibilidades poderiam surgir, sem dúvida.

Mas isso ficaria a cargo dos publicitários experts definirem, aliás, mais experts do que publicitários.

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O Francisco Cuoco é quem paga o pato.

Publicado por luizpintoferreira em Julho 29, 2008

Quem tem mais de 40 se lembra de rir muito nas manhãs de domingo, com 4 sujeitos malandros, folgados e bem atrapalhados.

Isso mesmo, Os Trapalhões de Didi, Dedé, Mussum e Zacarias.

Pois é, tenho um filho adolescente que já riu muito também e tenho uma filha de menos de 3 anos que começa a gostar, sim, porque 40 anos depois as trapalhadas continuam nas recheadas manhãs de domingo das nossas TVs.

E se mudarmos de canal, tem lá um outro senhor animando as colegas de trabalho que também estava nas manhãs de domingo 4 décadas atrás.

Estes mesmos domingos terminam com o interminável Fantástico. O show da vida e o show da nossa paciência. Agora o chamam de revista eletrônica.

Até Hans Donner, aquele da Globeleza, sucumbiu sua metálica e reflexiva criatividade e não conseguiu mais acompanhar tantas aberturas que um dia nos revelou Isadora Ribeiro.

Glória Maria, aquela do Tancredo, pegou seu banquinho e saiu de fininho.

Falando nisso, Raul Gil, aquele de tirar o chapéu, também belisca não só os domingos como um pedaço do sábado na TV. Vamos faturar!

“- Alô Alô Terezinha!” O Chacrinha e o Bolinha devem lotar auditórios celestiais.

Hebe Camargo está na TV achando tudo uma gracinha, antes de nós estarmos no planeta.

Santa criatividade.

Os modernos controles remotos deveriam vir além do botão MUTE, com a opção EXPLODE.

Como dizia o Capital Inicial, “…quando aparece o Francisco Cuoco, adeus televisão”.

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